segunda-feira, 14 de julho de 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer!

"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."
 Ruth Manus

domingo, 13 de julho de 2014

"In skating over thin ice, our safety is in our speed."

PALESTINA

12 COISAS QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NUNCA OUVIU FALAR SOBRE O MASSACRE AO POVO PALESTINO

 NO JULHO 11 |  EM DESTAQUE, TEXTOS |  POR  |  COM 55 COMENTÁRIOS
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Por Thiago Ávila
1 – Apenas no primeiro dia deste novo massacre (julho de 2014) foram realizados 273 ataques aéreos (cerca de 11 por hora) em uma área com 40 km de comprimento por 12 km de largura povoada por 1,7 milhão de pessoas (uma das áreas mais densamente povoadas no mundo). Imaginem a catástrofe que é uma área do tamanho do Plano Piloto de Brasília com uma população tão grande assim e recebendo um pesado bombardeio aéreo a cada 6 minutos. A estimativa dos hospitais é que ficarão sem recursos para atender os feridos em dois dias. A eletricidade é intermitente e não existe qualquer indicativo de que Israel parará o massacre, apesar dos pedidos de diversas nações do mundo.
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Crianças assassinadas pelo exército israelense (foto: Efe)
2 – Embora o Acordo de Paz firmado em 1948 entre a Palestina e Israel (país que estava sendo criado naquele momento) garantisse a divisão quase igualitária do território entre estes dois países (55% para Israel e 45% para a Palestina), desde 1967 (ano da Guerra dos Seis Dias), Israel ocupa ilegalmente os territórios palestinos, restringindo cada dia mais seu tamanho. Ainda no ano de 2012, Israel ocupava 78% do território e este número não para de crescer. Cada dia que Israel permanece e avança sobre os territórios palestinos ocupados é uma afronta aos Direitos Humanos e ao acordo internacional que poderia trazer finalmente paz para aquela região.
3 – A ocupação israelense é seletiva, tomando dos palestinos as terras férteis, com acesso a água e recursos naturais, inviabilizando qualquer chance de subsistência ou desenvolvimento soberano. Hoje os territórios palestinos dependem de Israel para ter acesso a tudo (água, energia, alimentação, telecomunicações etc.). Israel tomou o peixe do povo palestino e lhes proibiu de pescar.
4 – Todo tipo de ajuda humanitária precisa passar antes por Israel, que proíbe visitas de ativistas de Direitos Humanos e pessoas interessadas em diminuir a dor dos palestinos. Existem casos de ativistas que morreram tentando impedir a derrubada de casas palestinas em locais que estavam sendo invadidos por Israel. O caso de Rachel Corrie, que foi atropelada a sangue frio por um trator que destruía casas palestinas em áreas que estavam sendo tomadas por Israel, é emblemático. Em 2012, um tribunal israelense foi isentado de qualquer culpa no assassinato, alegando culpa da vítima e não do soldado que assumiu o controle do trator após o trabalhador que o operava ter se recusado a passar por cima da jovem militante.
5 – A Faixa de Gaza está no litoral do Mediterrâneo. No entanto, não é possível enviar ajuda pelo mar para o povo palestino, pois Israel proíbe. Em 2010, um corajoso grupo de onze ativistas de Direitos Humanos de diversas partes do mundo (incluindo uma vencedora do prêmio Nobel da Paz, Mairead Corrigan, uma das poucas premiadas que realmente merecia tal honra) conseguiu um navio para levar comida e materiais escolares para a Faixa de Gaza pelo mar. Embora o navio, batizado de Rachel Corrie, já tivesse sido inspecionado pela ONU e por autoridades iraquianas, com pedidos do governo irlandês para que não fosse interceptado, foi tomado violentamente por Israel, que impediu sua chegada, prendendo e deportando toda a sua tripulação. Não foi a primeira nem a última vez que isto aconteceu, envolvendo casos de assassinatos de ativistas nas invasões e tomada dos barcos.
6 – Para garantir que o povo palestino não fuja ou tente recuperar suas terras definidas pelo acordo de 1948 da ONU, Israel construiu um muro ao redor da Faixa de Gaza. É isso mesmo: a Faixa de Gaza é cercada por fora por Israel através de um muro blindado de 5 metros de altura apelidado pela comunidade internacional de “Muro da Vergonha”. Ele mantém os sobreviventes da Faixa de Gaza em uma prisão sem teto que lembra muito o Gueto de Varsóvia, local onde os judeus poloneses eram colocados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e lá sofriam as mais duras violações de Direitos Humanos. Infelizmente, Israel faz hoje como o povo palestino algo muito parecido com o que fez a Alemanha nazista durante o holocausto. No entanto, no caso deles, a resistência judaica no Gueto de Varsóvia é tratada como algo heróico e lembrada na história, nos livros e nos filmes. Hoje, a resistência palestina é tratada como terrorismo e usada como justificativa para mais e mais atrocidades por parte do Estado de Israel.
7 – Imagine que quando você quer viajar, ou quando avalia que as condições em seu país estão difíceis, você pode ir a outro país e retornar ao seu quando quiser. Pois esta não é uma opção para os sobreviventes da Faixa de Gaza. Pelo contrário, Israel busca de todas as formas que o povo palestino abandone seu país e vá para campos de refugiados em outros países, pois, uma vez fora, o Estado judeu não os deixa mais retornar. É uma verdadeira crise humanitária, pois milhões de famílias estão separadas há gerações, sem nenhuma perspectiva de algum dia se reunirem de volta em seu país de origem. A negação do direito de retorno é uma das grandes violações do Estado de Israel perante o povo palestino.
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Foto: Shareef Sarhan/UNRWA
8 – Israel é o país que mais recebe “ajuda militar” dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com uma média de 1,8 bilhão de dólares anuais. Desde o seu nascimento, Israel se consolidou como um dos mais poderosos e destrutivos exércitos do mundo (a quarta maior potência, segundo a maioria dos especialistas). Apesar de seu elevado potencial nuclear (e sua propensão às agressões e conflitos), Israel se recusou a assinar grande parte dos tratados internacionais que envolvem não-proliferação de armas nucleares, utilização de armas que causam danos a civis, entre outros desrespeitos aos Direitos Humanos mais básicos.
9 – Ao contrário do que dizem, não foram os árabes que “inventaram” o terrorismo como ferramenta de luta. Pelo contrário, o ataque indiscriminado a alvos civis para causar terror foi algo muito praticado pelos judeus entre 1910 e 1950. No entanto, enquanto movimentos populares, partidos políticos e grupos de resistência árabes são condenados por unanimidade pelas potências ocidentais (que também praticam suas violações de Direitos Humanos ao redor do mundo), os movimentos terroristas judaicos (tratados na história hoje como heróis) tinham total apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido com armas, logística e equipamentos. Apoio, aliás, que os governantes israelenses violadores dos Direitos Humanos atuais também possuem.
10 – O lobby israelense para invisibilizar o povo palestino e seu país é tão poderoso que conseguem manter o país ocupado quase como sendo um não-país. Tanto é que a Palestina passou 64 anos desde a criação de Israel para ser reconhecida finalmente em 2012 como “Estado observador” da ONU. E esta mera aceitação como observador foi motivo de revolta de Israel e dos Estados Unidos, que ameaçaram parar de contribuir com o orçamento da ONU após perderem a votação por 138 votos a 9 (votações parecidas com as que demandam o fim do bloqueio econômico a Cuba por parte dos Estados Unidos, até hoje não cumprido). Apesar do ínfimo avanço, a Palestina vergonhosamente ainda não foi reconhecida como membro pleno da ONU, que não tem qualquer poder para parar Israel e suas sucessivas violações dos Direitos Humanos.
11 – Israel utiliza em suas agressões militares armas que foram proibidas pela ONU como o fósforo branco. Desde 2006, quando tentou invadir o Líbano e foi derrotado pelo Hezbollah (“Partido do Povo”, em árabe), crescem as denúncias de que o exército estaria utilizando estas armas em locais densamente povoados, causando terríveis efeitos sobre a população civil.
12 – Outra prática vergonhosa e muito utilizada por Israel e outras potências imperialistas são os auto-atentados, ou seja, provocar ou simular um incidente para que ele seja utilizado como justificativa para ataques a outras nações ou grupos. Esta tática para garantir apoio popular local e internacional foi muito utilizada na história deste país. Basta lembrar do caso de 2006, onde foi divulgado que um “cidadão israelense”, Gilad Shalit, havia sido sequestrado pelos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, dando início à Guerra em que Israel matou milhares de civis, tomou diversos territórios palestinos na Cisjordânia e tentou tomar o Líbano! Depois não tiveram como esconder o fato de que Gilad Shalit era um soldado israelense, infiltrado no território palestino para espionar e divulgar a localização de lideranças do Hamas (partido eleito democraticamente para o governo da Faixa de Gaza) para bombardeio às suas casas posteriormente.
Espero que isto forneça a alguns elementos para ao menos desconfiar cada vez que ouvir da mídia hegemônica que “terroristas palestinos atiram míssil contra Israel” ou, “conflito entre Palestina e Israel deixa tantos mortos”. Gaza não tem exército, força aérea ou marinha. Israel é a quarta potência militar do mundo. A resistência à ocupação é permitida pelo direito internacional. A ocupação de Israel, o cerco e a punição coletiva de Gaza, não.
Nunca esqueça que o que acontece naquele lugar é um verdadeiro massacre a um povo. Uma mancha na breve história da humanidade que precisamos remover e reparar para que possamos finalmente viver em paz com justiça social e fazer desta Terra a Pátria do ser humano e da natureza.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Liberalismo por Mário vargas Lhosa

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964Mega dica de leitura: Artigo fenomenal de Mário Vargas Lhosa sobre Liberalismo. não deixem de conferir gente! Acesse no link abaixo:
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,liberais-e-liberais-imp-,1122964
"Be silly, but be happy and not frustrated.
Embarrass, quit crying and speaking what you feel, show love.
You will discover sooner or later that time to be happy is short, and every moment that will never come back though.
Do not care about the opinions of others.
Before being a jerk to people than unfortunate for himself. " [Arnaldo Jabor]

domingo, 6 de julho de 2014

"I want to fly gripped in his black hair, sweat, smile, make up the fire. Hear palpitations? Know it's you on me!" - P.P.

"Eu quero voar agarrada em sua crina negra, suar, sorrir, fazer subir o fogo. Ouve as palpitações? Sabes que és tu em mim!" - P.P.

Um grande homem - Arnaldo Jabour

 "Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade. Um dia, minha irmã chorava em sua casa. Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza. Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força. Meu pai acariciou o rosto dela e disse:: "Minha filha, apaixone-se porUm Grande Homem e nunca mais voltará a chorar". Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas.... Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, o mundo seria completamente diferente! Aprendi que um Grande Homem... não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito àqueles que nos cercam. Meu pai lhe dizia: "Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você... Enamore-se de um homem que se interesse por você , que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las. "Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto. Afaste de sua vida um homem que não constroi com você um mundo melhor .... Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia.. Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer, matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente) "Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não se ame saudavelmente. Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais. Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente. Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar". "Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você,e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades". Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais " útil ?. Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto? Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza. a do coração? Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço? Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito. Um grande homem, é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu coração sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior. Um grande homem, é o que caminha de frente, sem baixar os olhos; é aquele que não mente, embora às vezes perca por falar a verdade. e sobretudo, um grande homem é o que sabe chorar sua dor sem fugir dela. Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se e seguir lutando. Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito. Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar. é quem no lugar de lágrimas lhe roubou sorrisos. Sorrisos por tudo que conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas. Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca... Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos."

terça-feira, 1 de julho de 2014

"Kill me a desire to want to take you in one gulp! Its hurts me think of your hands on my skin..." <3 p="">

Pintora surpreende ao utilizar apenas o dedo para pintar suas telas

Artista deixou de usar pincéis há quatro anos
A pintora Iris Scott encontrou uma maneira de pintar bastante diferente para ela. Certo dia, ela estava com preguiça de lavar os seus pincéis e resolveu usar o dedo. Isso fez sua carreira artística mudar de uma vez por todas. Hoje, a artista não usa mais pincéis.
Veja alguma das obras criadas por ela e conheça o método no vídeo:
Fotos: Iris Scott
Reportagem iBahiaPintora surpreende ao utilizar apenas o dedo para pintar suas telas

Amor Pra Recomeçar - Frejat





Baseada nos escritos do ilustre Victor Hugo...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A liberdade

Gente, segue uma dica de leitura, é apenas um pequeno artigo, mas vale a pena a reflexão proposta pelo mesmo, ascenda-o através do link:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/leonardopadura/2014/06/1466588-a-liberdade.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/leonardopadura/2014/06/1466588-a-liberdade.shtml

Uma ameaça sinistra está nascendo dentro dos laboratórios tecnológicos do Vale do Silício

A Inteligência Artificial, disfarçada como prestimosos assistentes digitais e veículos que não necessitam de motoristas, estão conquistando espaço – e ela poderia um dia significar o fim da humanidade.

Pelo menos é o que pensa Stephen Hawking, ganhador do Prêmio Nobel de Física, o qual alerta que a humanidade encara um futuro incerto à medida que a tecnologia aprende a pensar por si mesma e se adapta ao seu ambiente.

Stephen Hawking.

Num artigo publicado no Independent, o físico discutiu o filme mais recente de Jonny Depp, Transcendence, que retrata um mundo onde os computadores podem superar as habilidades humanas.

O professor Hawking disse que descartar o filme como sendo somente ficção científica seria o “pior erro na história“.

Ele argumenta que os desenvolvimentos nos assistentes digitais Siri, Google Now e Cortana são meramente sintomas de uma corrida armamentista de TI, a qual “será insignificante comparada com o que as décadas vindouras trarão“.
Mas Hawking nota que outros benefícios em potencial desta tecnologia poderiam também ser significantes, com o potencial para erradicar a guerra, as doenças e a pobreza.

“O sucesso na criação de IA (Inteligência Artificial) seria o maior evento da história humana“, ele disse. “Infelizmente, este também poderia ser o último, ao menos que aprendamos a evitar os riscos.”

A curto e médio prazos, os militares pelo mundo todo estão trabalhando para desenvolver sistemas de armamentos autônomos, com as Nações Unidas trabalhando simultaneamente para bani-los.

“Olhando mais para a frente, não há nenhum limite fundamental para o que possa ser conseguido“, disse Hawking. “Não há nenhuma lei física impossibilitando as partículas de se organizarem de forma a desempenharem computações ainda mais avançadas do que as disposições de partículas nos cérebros humanos.”

De fato, a IBM já desenvolveu chips inteligentes que poderiam pavimentar o caminho para redes de sensores que imitariam a capacidade humana de percepção, ação e pensamento.

Um dia, isto poderia ajudar aos cientistas de informática a desenvolverem uma máquina com um cérebro ainda mais inteligente do que o dos humanos.
“Como Irving Good percebeu em 1965, máquinas com inteligência super humana poderiam repetidamente melhorar seus desenhos, disparando o que Vernor Vinge chamou de ‘singularidade‘ “, disse Hawking.

Hawking também disse que os especialistas não estão preparados para estes cenários. Oferecendo uma comparação, ele disse que se os alienígenas nos dissessem que chegariam dentro de poucas décadas, os cientistas não ficariam simplesmente sentados esperando pela chegada deles.

“Embora estejamos encarando potencialmente a melhor e a pior coisa na história da humanidade, pouca pesquisa séria está sendo despendia no assunto. Todos nós deveríamos nos perguntar o que podemos fazer agora para melhorar as chances de colhermos benefícios e evitarmos os riscos.”



Fonte: www.dailymail.co.uk


http://ovnihoje.com/2014/05/05/steph...#axzz30rqnbMFG

terça-feira, 10 de junho de 2014

  • "We expect more of ourselves than we have any right to, in virtue of our endowments." --Oliver Wendell Holmes, Sr. (Over the Teacups)
"Teríamos rido de tal maneira, que os transeuntes achariam perigosa nossa grande alegria." (Pablo Neruda) 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bebidas nos copos do mundo!

Elas ajudaram no surgimento da escrita e no desenvolvimento da filosofia, além de motivar guerras e revoluções. Da cerveja à Coca-Cola, as bebidas foram marcantes nos rumos da humanidade

Lia Hama | 01/09/2006 00h00
Idade da Pedra, Idade do Bronze, Idade do Ferro. Essa divisão de períodos históricos foi criada por arqueólogos. Eles se basearam no impacto do uso de cada um desses materiais na vida dos seres humanos ao longo dos tempos. Mas uma outra divisão, um pouco mais fluida, também é possível. Por exemplo: há aproximadamente 5500 anos, quando o Oriente Médio estava entrando na Idade do Bronze, as populações daquela região estavam em plena era da... cerveja.
Dividir a história do mundo em períodos dominados por determinadas bebidas: é isso o que propõe o jornalista inglês Tom Standage, editor da respeitada revista britânica The Economist. No livro História do Mundo em Seis Copos, ele mostra como a cerveja foi decisiva para o desenvolvimento da agricultura e da escrita – ajudando, assim, o homem a sair da Pré-história. Alguns milênios depois, o vinho esteve intimamente ligado ao desenvolvimento da filosofia grega. Até chegar à Coca-Cola e seu papel destacado na globalização que marcou a virada para o século 21, muita coisa aconteceu entre um gole e outro.
“As bebidas tiveram uma conexão com o fluxo da história bem maior do que geralmente se reconhece”, afirma Standage no livro. “Elas sobrevivem em nossas casas como lembranças vivas de eras passadas, testamentos líquidos das forças que moldaram o mundo moderno.” Na opinião do escritor britânico, a bebida do futuro será a água, o que significa que a história das bebidas voltará à sua fonte original. Sendo um recurso natural limitado e fundamental para a vida, muitos estudiosos apontam que a água substituirá o petróleo como a mercadoria escassa com maiores chances de provocar um conflito internacional. “Sua disponibilidade irá determinar o futuro da raça humana na Terra”, diz Standage. Enquanto a era da água não vem, confira como as bebidas ajudaram a trazer a humanidade até aqui.
Cerveja
Se a onipresença das campanhas de cerveja faz você achar que essa bebida nunca foi tão importante, saiba que ela já era fundamental na vida social, religiosa e econômica das antigas civilizações do Egito e da Mesopotâmia. Lá, era usada em cerimônias religiosas, funerais e rituais de fertilidade – os egípcios viam a cerveja como um presente dos deuses, por sua capacidade “mágica” de induzir um estado de consciência alterada.
Para alguns antropólogos, a necessidade de manter a oferta de cerveja teria sido um dos motivos para o desenvolvimento da agricultura. Como a demanda pela bebida era muito grande, não era possível continuar dependendo apenas da coleta de grãos selvagens para produzi-la. Nascia aí a necessidade de plantar e cultivar cereais.
A cerveja também foi decisiva para a origem da escrita, que surgiu para registrar a colheita de grãos e a distribuição de potes da bebida, pães e outras mercadorias. Os primeiros documentos escritos de que se tem notícia são listas salariais e recibos de impostos dos sumérios, nos quais o símbolo para a cerveja é um dos que mais aparecem. No Egito, a bebida era usada como moeda de troca. Os trabalhadores que construíram as pirâmides, por exemplo, eram pagos com pão e cerveja: cada um ganhava três ou quatro bolos de pão e duas canecas contendo cerca de 4 litros da bebida.
Vinho
A filosofia, a política, a ciência e a poesia da Grécia antiga, que até hoje servem de base para o pensamento ocidental, provavelmente não teriam ido tão longe sem o vinho. Era ele que ditava o ritmo nos simpósios, festas em que os participantes partilhavam uma grande taça de vinho diluído. Durante os debates acalorados, os bebedores tentavam superar um ao outro em inteligência. O filósofo grego Platão dizia que o vinho era uma ótima maneira de testar o caráter de um homem, submetendo-o às paixões despertadas pela bebida – como a raiva, o amor e a ambição.
O vinho tornou-se um dos principais produtos de exportação da Grécia antiga. Esse comércio ajudou a espalhar os ideais da civilização grega na região do Mediterrâneo e, mais tarde, no resto do mundo. O costume de beber vinho prosseguiu com os romanos, cuja sociedade hierarquizada se refletia no consumo da bebida. Cada classe social tinha seu vinho. O melhor de todos era o Falerno, feito com vinhas da região do monte de mesmo nome, no sul de Nápoles. Pela qualidade, ia para os imperadores. O pior era o Lora, feito com cascas, sementes e caules da uva, que era servido para os escravos.
Rum e Uísque
O rum foi um dos personagens centrais da independência dos Estados Unidos: entre pagar mais para beber e tentar derrubar o domínio inglês, os americanos ficaram com a segunda opção. Durante o século 18, um dos motivos para o aumento da hostilidade entre a Inglaterra e suas colônias na América do Norte foram os altos impostos que a metrópole cobrava sobre o comércio de melaço de cana, a principal matéria-prima do rum. Em 1781, cinco anos depois que os americanos se libertaram dos ingleses, John Adams, um dos fundadores dos Estados Unidos, escreveu para um amigo: “Não sei por que deveríamos ter vergonha de confessar que o melaço foi um ingrediente essencial na independência. Muitos grandes acontecimentos resultaram de causas muito menores”.
Já outro destilado, o uísque, era parte do dia-a-dia na América do Norte desde antes da independência. Muitos dos colonos americanos eram de origem escocesa ou irlandesa e tinham experiência na destilação de grãos. A bebida era usada como moeda (trocada por sal, açúcar, ferro e pólvora) e consumida em aniversários e funerais. Nos primeiros tempos, a democracia americana, que se tornou referência no mundo todo, era movida a uísque: políticos em campanha distribuíam a bebida aos eleitores.
Café
Abastecidos pela bebida que chegara à Europa no século 17, os cafés públicos de Paris eram ponto de encontro de intelectuais. No século seguinte, tornaram-se centros do revolucionário pensamento iluminista. Por causa disso, viviam cheios de espiões do governo. Qualquer um que falasse contra a monarquia corria o risco de ir para uma masmorra na Bastilha, a prisão que era símbolo do autoritarismo do regime. Tanto esforço de repressão, no entanto, foi em vão. Foi no café de Foy, em 12 de julho de 1789, que um jovem advogado chamado Camille Desmoulins colocou a Revolução Francesa em prática. Ele subiu numa mesa e, com uma pistola na mão, gritou: “Às armas, cidadãos!” Dois dias depois, a Bastilha foi tomada por uma multidão enfurecida.
Em Londres, na mesma época, quem desejava se informar sobre os últimos acontecimentos políticos, as mais novas descobertas científicas ou as fofocas da corte se dirigia a um café. Havia estabelecimentos especializados e divididos segundo a localização. Os próximos ao Palácio de Westminster, a sede do Parlamento britânico, eram freqüentados por políticos. Os que ficavam perto da Catedral de Saint-Paul, por clérigos e teólogos. Já os próximos à Bolsa de Valores atraíam os homens de negócio. Pelo preço de uma xícara da bebida, era possível ler jornais, conversar com outros fregueses ou participar de debates literários ou políticos. Os cafés eram grandes fontes de informação, mas o que se descobria lá nem sempre era confiável – mais ou menos como a internet no dias de hoje.
Chá
No século 18, muitas das rotas comerciais entre a Grã-Bretanha e o Oriente foram traçadas graças à enorme popularidade do chá entre os ingleses. Essa paixão contribuiu para que, naquela época, o Império Britânico chegasse a abranger 20% da superfície mundial. O lucro obtido com esse intercâmbio serviu para financiar o desenvolvimento acelerado das fábricas inglesas. O chá se transformou, assim, na bebida por excelência da Revolução Industrial. Os capitalistas ofereciam a seus empregados intervalos para o consumo da bebida – graças à cafeína, o líquido mantinha os operários acordados nos longos turnos de trabalho braçal.
Mas o chá também causou problemas sérios para a Inglaterra, já que, como o rum, foi um dos pivôs da independência dos Estados Unidos. A reação contra a tentativa britânica de taxar o produto provocou as chamadas “festas do chá”, em que colonos americanos jogavam ao mar carregamentos de chá de navios ingleses. Uma das mais conhecidas foi a Boston Tea Party (“Festa do Chá de Boston”), em 1773, quando agitadores esvaziaram três cargueiros. “Festas” como essa ajudaram a desestabilizar o poder da metrópole.
Depois da derrota na independência americana, o chá levou os ingleses a uma outra guerra, do outro lado do mundo. O consumo do produto na Inglaterra cresceu tanto que o país passou a ter prejuízo no saldo comercial com a China, de quem importava as folhas. Para tentar equilibrar a balança, os ingleses resolveram aumentar a produção de ópio que vendiam para os chineses. A disputa comercial levou à Guerra do Ópio, de 1839 a 1842, vencida pelos britânicos. No fim, os chineses foram forçados a assinar um tratado de paz humilhante, entregando o controle de Hong Kong aos vitoriosos – o território só foi devolvido em 1997.
Coca-Cola
A ascensão dos Estados Unidos e a globalização da guerra, da política, do comércio e das comunicações no século 20 foram acompanhadas pela ascensão da Coca-Cola, considerada símbolo dos valores americanos. Para os que admiram os Estados Unidos, ela significa liberdade de escolha e democracia. Para os que odeiam aquele país, ela representa o capitalismo cruel, a hegemonia das marcas globais e a diluição das culturas numa mediocridade homogeneizada.
A Coca-Cola acompanhou os Estados Unidos em diversos conflitos pelo mundo. Durante a Segunda Guerra, a bebida foi mandada para os campos de batalha, pois fazia os soldados americanos lembrarem-se de casa e ajudava a manter o moral elevado. Tal era sua importância que a empresa foi isenta do racionamento de açúcar imposto em 1942 – a justificativa foi a de que a bebida era essencial para o esforço de guerra. Essa presença no front se mantém até hoje. Quando as tropas norte-americanas ocuparam o palácio do ditador iraquiano Saddam Hussein em Bagdá, em abril de 2003, elas fizeram um churrasco com hambúrgueres, cachorros-quentes e, claro, muita Coca-Cola.
 Por Tom Standage

sábado, 7 de junho de 2014

"Assusto-me com a capacidade que o homem tem de não conhecer o significado da palavra "Coragem", as conseguem viver constantemente sem esta, acham-se muito fortes e cheias de brio, quando na verdade não passam de seres limitados à tudo o que é fácil, não se ouve falar mais em casais ávidos por enfrentarem dificuldades juntos, porque na medida em que um passa a incomodar o outro, este prontamente descarta-o, se não satisfaz, é simples, pretere-se, as pessoas esqueceram-se que o real valor das coisas e sobretudo das pessoas não se constrói com facilidades, e se eu quiser na vida apenas o que me parecer fluente e leve, sem encardo ou fardo algum, terei a superficialidade e fragilidade em tudo, terei a vida pautada em valores passageiros, sem alicerces. Como já dizia o provérbio chinês o mal se prolifera na sociedade porque já não se amam as pessoas e usam-se as coisas, agora, amam-se as coisas e usam-se as pessoas! 
O amor, ter um amor puro e verdadeiro não é coisa costumeira hodiernamente, encontrar alguém disposto a cultivar um amor assim é mais raro e árduo do que um dia imaginei, quisera eu poder incutir na mentalidade humana e em suas almas a ciência da dimensão e luminosidade deste sentimento, mas a mesma concupiscência que o homem apresenta para fugir de tudo o que é correto, tem ele de afugentar-se da magnitude desta ventura, combustível valioso às almas sábias e corações sublimes, estímulo ímpar de uma felicidade genuína, fabuloso provedor de sentidos para tudo que é tangível e intangível, é mesmo uma imensidão de alegria isto a que chamamos de amor!" - P.P.



Ler e escrever!

Publicado no Sul21 em 10 de agosto de 2013
O tempo para leitura parece cada vez mais comprimido e isto não é uma perda apenas para a literatura.
Por Alan Bisset, no The Guardian
(Traduzido por Milton Ribeiro)
Um súbito interesse renovado por Tolstói, causado pelo filme sobre seus últimos dias, A Última Estação, fez-me lembrar que há um ano atrás eu tinha prometido a mim mesmo reler Guerra e Paz. Fazia algum tempo que eu não enfrentava um romance de grandes proporções ou, para ser mais exato, qualquer coisa publicada antes do século XX. A releitura de Guerra e Paz iria me tranquilizar: minha resistência física e disponibilidade estavam intactas. Fui até a estante e descobri a página em que deixei o marcador –  ele estava na página 55 e eu sequer podia utilizar a desculpa de ter crianças pequenas.
O fato em si não teria me assustado — afinal, é Guerra e Paz — se não fosse a existência de outros marcadores abandonados em outros livros. Eu não estava terminando nenhum deles? Como é que eu, que adorava ficção o suficiente para estudá-la, ensiná-la e escrever a respeito, me tornara tão distraído?
Cena de Persona, de Ingmar Bergman
Cena de Persona, de Ingmar Bergman, 1966
O mundo dos meus tempos de estudante era fundamentalmente diferente do atual. Foi apenas no final da minha graduação que um amigo me mostrou uma maravilha chamada internet (Ele: “Há sites sobre qualquer assunto, tudo pode ser encontrado!”. Eu: “O que é um site?”). Nos anos 90, havia somente quatro canais de televisão. Cada família tinha um telefone, cujo uso era consecutivo. Poucos tinham jogos eletrônicos. Então, era muito mais fácil retirar-se completamente do mundo para a grande arquitetura do romance. Agora, o leitor está sob o ataque de centenas de canais de televisão, cinema 3D, há um negócio de jogos de computador tão florescente que faz com que Hollywood os imite em seus filmes, há os iPhones, o Wifi, o YouTube, o Facebook, há notícias 24h, uma cultura tola da celebridade — verdadeiras ou falsas — , acesso instantâneo a toda e qualquer música já registrada, temos o esporte onipresente, há caixas de DVDs com tudo o que gostamos. Os momentos de lazer que já eram preciosos foram engolidos pela lista anterior e também e-mails, torpedos e Facebook. Quase todas as pessoas com quem eu falo dizem amar os livros, mas que simplesmente não encontram mais tempo para lê-los. Bem, eles CERTAMENTE têm tempo, só que não conseguem gastá-lo de forma diferente.
Isto tem consequências desastrosas para nossa inteligência coletiva. Estamos sitiados pela indústria de entretenimento, a qual nos estimula apenas em determinadas direções. A sedução é sonora, visual e tátil. A concentração na palavra impressa, na profundidade de um argumento ou de uma narrativa ficcional, exige  uma postura que os dependentes dos meios visuais não têm condições de atender. Seus cérebros não se fixam na leitura ou, se leem, fazem-no rapidamente para voltar logo ao plin-plin. Ora, isso é um roubo de um espaço de pensamento que deveria ser recuperado.
Alphaville, de Godard, 1965
Alphaville, de Godard, 1965
Obviamente, os meios de comunicação como a Internet nos oferecem enormes benefícios (você não estaria lendo isto de outra forma), mas nos empurram facilmente para coisas bem superficiais que roubam nosso tempo. Você viu Avatar? Você viu o que eles podem fazer agora? Podem me chamar de melodramático, mas estou começando a me sentir como protagonista de alguma distopia (ou antiutopia) do gênero de 1984 ou Fahrenheit 451, tendo meus pensamentos apagados e, pior, gostando disso.
A Cultura mudou rapidamente nesta década. A leitura está sob ameaça como nunca antes. “Escrever e ler é uma forma de liberdade pessoal”, disse Don DeLillo em uma carta a Jonathan Franzen, que o questionara muito tempo antes da chegada da Internet. “A literatura nos liberta dos pensamentos comuns, de possuir a mesma identidade das pessoas que vemos em torno de nós. Nós, escritores, fundamentalmente, não escrevemos para sermos heróis de alguma subcultura, mas principalmente para nos salvar, para sobrevivermos como indivíduos.” Exatamente a mesma afirmação, penso eu, descreve a condição dos leitores sérios.
Deem-me o meu Tolstói. Agora é guerra.

Károly Ferenczy [ A beautifull book ] 1910

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dia D: o desembarque na Normandia


Sword, Juno, Gold, Omaha, Utah... Uma a uma, as forças aliadas avançam sobre as praias ocupadas pelos alemães. A ordem: despejar bombas e soldados

Flávia Ribeiro e Fábio Varsano | 01/02/2008 00h00
“Havia navios de desembarque avançando pelo mar cinzento até onde os olhos podiam alcançar. O sol estava coberto e a fumaça soprava por todo o litoral.” Assim o escritor americano Ernest Hemingway, correspondente de guerra da revista Colliers, descreveu a chegada aliada em 6 de junho de 1944. Hemingway estava em uma balsa americana em direção a Fox Green, um setor da praia de Omaha, observando o impressionante ataque naval em direção à costa, ao nascer do sol: “‘Veja o que eles estão fazendo com aqueles alemães’, ouvi um recruta dizer, sob o rosnado do motor. ‘Acho que nenhum homem sairá vivo dali’, afirmou ele, contente”, conta Hemingway.
Ao amanhecer, os milhares de soldados embarcados, muitos enjoados pelo balanço do mar, receberam a ordem de avançar. Cada grupo tinha um setor da praia ao sul da Baía do Sena. De leste para oeste, esses setores ganharam os nomes de Sword, Juno, Gold, Omaha e Utah. O mar estava coalhado de navios e embarcações diversas, todos com o objetivo de despejar bombas ou soldados nas praias.
As britânicas Sword e Gold e a americana Utah foram tomadas com relativa facilidade – apesar de as metas das tropas que desembarcaram em Sword não terem sido alcançadas no primeiro dia. “O problema dos ingleses não foi dominar as praias, mas, sim, tomar Caen, que era considerado um alvo prioritário”, diz o historiador Márcio Scalercio, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Universidade Cândido Mendes.
Sob fogo cerrado
Com ou sem Caen, foram os canadenses em Juno e os americanos em Omaha que se envolveram em batalhas longas e sangrentas, com numerosas mortes tanto para o lado aliado quanto para o alemão. Em Juno, que ficava entre as duas praias dos ingleses, a divisão de infantaria e as brigadas armadas do Canadá começaram o dia tendo sérios problemas com a maré alta, os recifes naturais e os bancos de areia. Quando finalmente conseguiram desembarcar, enfrentaram fogo cerrado alemão. Havia numerosos ninhos de metralhadoras e canhões, e as equipes de assalto, as que desembarcaram primeiro, sofreram as maiores baixas. Dos 21,4 mil canadenses que foram lutar em Juno, 1,2 mil morreram ou ficaram gravemente feridos, quase todos nas primeiras horas.
Os canadenses precisavam transpor a muralha atlântica. Feito isso, chegariam a um campo livre, com pouca resistência. O problema era conseguir. Para tanto, usariam uma série de engenhocas britânicas, conhecidas como “Hobart‘s Funnies”, carros de combate modificados para flutuar na água, destruir minas e lançar chamas, por exemplo, inventados pelo major britânico Sir Percy Hobart – quase uma versão verdadeira do Q, o inventor das histórias de James Bond.
As baixas foram enormes, mas a infantaria canadense transpôs a muralha atlântica e entrou nas aldeias e cidades atrás dela promovendo uma feroz troca de tiros com os alemães escondidos dentro das casas. Juno, Sword e Gold tinham essa particularidade: diferentemente das praias atacadas pelos americanos, nelas ou em suas proximidades havia uma série de vilas, aldeias ou cidades. Muitas das lutas aconteceram no meio das ruas, entre casas de civis, algumas ocupadas pelos invasores.
Os combates de rua aconteceram ao longo de todo o dia, até que os canadenses tomaram as cidades de Bernières e de Saint-Aubin, já no início da noite. A partir daí, novas aldeias, pontes e encruzilhadas eram conquistadas. Não chegaram ao Aeroporto de Carpiquet – um dos objetivos –, mas avançaram bastante para o interior. Conseguiram cortar a estrada de Caen-Bayeux e se ligar à 50ª Divisão britânica em Gold. Mas não foram capazes de se unir à 3ª Divisão britânica na praia de Sword, deixando uma abertura pela qual a 12ª Divisão SS Panzer HitlerJugend, formada em grande parte por adolescentes da juventude hitlerista, contra-atacou.
No primeiro confronto entre os canadenses e a divisão blindada, 28 tanques aliados foram destruídos. Um dos comandantes alemães, Kurt Meyer, declarou que era hora de “jogar o peixinho de volta no mar”. Os peixinhos, no entanto, resistiram furiosamente. O combate se estendeu de 7 a 12 de junho, durante o qual os alemães perderam 60% de suas forças: 20% foram mortos e 40%, feridos. A poderosa divisão blindada de Hitler viu-se envolvida num dos mais longos e sangrentos confrontos da Overlord. Há relatos de atrocidades cometidas pelos dois lados do embate, e muitos membros da Divisão Panzer foram, mais tarde, julgados por crime de guerra.
Horror em Omaha
Na praia de Omaha, a ferocidade da batalha também impressionou. “Omaha foi um horror, porque lá os alemães estavam com uma divisão de infantaria de verdade”, ressalta Márcio Scalercio. Dos 34 mil homens que lá desembarcaram, cerca de mil morreram, a maioria na primeira hora. Ao longo do dia, os americanos perderam 2,4 mil soldados, entre mortos e feridos. Além disso, o forte vento afundou dezenas de tanques anfíbios.
“Fora um assalto mortal em plena luz do dia, contra uma praia minada, defendida por tudo o que a inventiva militar havia projetado. A praia fora defendida tenaz e inteligentemente, nenhuma tropa o faria melhor. Mas cada barco do Dix conseguiu desembarcar suas tropas e seu carregamento. Nenhum barco foi perdido por imperícia náutica. Todos os que se perderam o foram pela ação do inimigo. E tomáramos a praia”, escreveu Hemingway sobre o assalto a Fox Green. Lá, como em Easy Red, outro setor de Omaha, os soldados sofreram para superar a Muralha Atlântica de Hitler. O primeiro dia terminou em vantagem para os alemães.
“Praia de Omaha foi um pesadelo”, escreveu o general responsável pela invasão, Omar Bradley: “A 1ª Divisão ficou imobilizada praticamente no mar, enquanto o inimigo varria a praia com armas portáteis. A artilharia inimiga castigava impiedosamente as lanchas de desembarque que se aproximavam”. O comandante pensou até em recuar: “Cheguei a ter a impressão de que nossas forças tinham sofrido uma catástrofe irreversível, de que havia pouca esperança de que pudéssemos forçar nosso caminho para a praia. Particularmente, considerei a hipótese de evacuar a cabeça-de-praia”.
Mas, no dia seguinte, a situação começaria a se inverter. Os alemães gastaram a maior parte de sua munição durante o primeiro dia e não tinham como repô-la rapidamente. Já os americanos recebiam tropas e armamentos de reposição diretamente de um dos mulberries, portos artificiais erguidos pelos aliados nas proximidades. Lenta e laboriosamente, debaixo de saraivadas de tiros, conseguiram avançar para o interior.
Desembarque tranqüilo
Em Utah, graças ao trabalho da 82ª e da 101ª Divisões Aerotransportadas americanas, que protegeram todo o flanco ocidental da invasão, aconteceu o mais tranqüilo desembarque do Dia D. Para começar, 32 tanques anfíbios Sherman aportaram na praia, às 6h30. Os regimentos da 4ª Divisão de Infantaria americana vinham em sua esteira. Mas, por causa do bombardeio, do vento e da fumaça, muitos acabaram saltando longe dos lugares marcados. Ainda assim, foram ágeis na hora de se reunir.
Os homens sofreram mais com o mar, muito agitado, do que com os alemães. No fim, apenas 197 baixas entre 23 mil soldados americanos, que ao fim do dia já se moviam para sua nova missão: tomar Montebourg. A 101ª Aeroterrestre já havia aberto o caminho. Nos dias e nas semanas seguintes, a 4ª Divisão envolveu-se em embates bem mais violentos, mas tomou não só Montebourg, como também Cherbourg, além de participar da libertação de Paris.
Os ingleses não penaram tanto quanto os canadenses e os americanos de Omaha. Principalmente em Gold, onde, ao anoitecer, os britânicos já haviam entrado cerca de dez quilômetros para o interior e ligado-se aos canadenses em Creully, fechando uma passagem para os alemães. Houve somente 400 baixas entre 25 mil homens. Não tomaram Bayeux, na estrada para Caen, mas estavam em boa posição para fazê-lo nos dias que se seguiram.
Na turística Sword, cheia de casas de veraneio e lojas, os homens da 6ª Divisão Aeroterrestre deixaram o caminho livre para os soldados que desembarcaram em 6 de junho. Afinal, os alemães pretendiam defender sua posição na praia com as baterias de Merville, tomadas pelos pára-quedistas ingleses de madrugada. Ainda assim, o fogo alemão foi mais pesado lá do que em Gold ou Utah. Por isso, apesar de conseguirem dominar a praia, os britânicos não puderam se unir aos canadenses no flanco direito, que ficou desprotegido. Foi por ali que os alemães responderam violentamente.
Houve 630 baixas entre os 29 mil homens que invadiram Sword e que não conseguiram capturar Caen, o alvo principal. A cidade estava guardada pela 21ª Divisão Panzer, e o 22º Regimento dos blindados entrou em combate com os ingleses. Os Aliados ainda precisariam de vários dias até conseguir alcançar seu objetivo final. Mas o caminho estava bem pavimentado.
Por Flávia Ribeiro e Fábio Varsano
" O Homem nasceu livre, mas por toda a parte se acha em ferros." Jean Jacques Rousseau e eu poderíamos ter sido melhores amigos, ele lê meus pensamentos o tempo, é muita afinidade numa relação só! =D

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A fuga de D. João - De Lisboa ao Brasil


"Uma das maiores tragédias da história de Portugal foi o terremoto de 1755, que arrasou a cidade de Lisboa. Cinqüenta e dois anos depois, em novembro de 1807, outro “tremor” voltava a chacoalhar o país. Desta vez, no entanto, o abalo era simbólico. A família real e toda a corte abandonavam sua terra natal, fugindo do avanço de Napoleão Bonaparte. O chão não chegou a se abrir. Mas o episódio imprimiria marcas tão profundas na história portuguesa quanto as deixadas pelo terremoto anterior.
A atabalhoada fuga de dom João e sua trupe foi decidida no dia 24 de novembro. Imagine a proporção épica da cena: algo entre 10 mil e 15 mil pessoas, na maioria de grande importância social e política, preparando-se para deixar o país, atravessar o Atlântico e ir morar numa terra completamente desconhecida. Já não bastasse a confusão instaurada, a natureza tratou de complicar a situação. Chovia sem parar em Lisboa e a lama tomava conta de todos os caminhos que levavam ao porto.
Planejado por Joaquim José de Azevedo, futuro Visconde do Rio Seco, o embarque foi caótico em todos os sentidos. Carruagens e carroças chegavam de várias partes da cidade, entulhando a zona portuária de caixotes, arcas, baús, pipas d´água e alimentos. A papelada oficial do governo acumulava-se em dezenas de caixas, assim como os 60 mil volumes da Biblioteca Real da Ajuda – entre eles, edição original de Os Lusíadas.
RAPA NOS PALÁCIOS
No palácio de Mafra, residência oficial de dom João, funcionários desmontavam adornos valiosos, tiravam quadros das paredes e recolhiam todo o ouro e a prata que podiam. Em Queluz, outro palácio real, antiguidades, porcelanas e pratarias foram amontoadas em diversas carroças. Era lá que a mãe do príncipe regente, dona Maria I, e a esposa, Carlota Joaquina, aguardavam para se juntar à comitiva em fuga, junto com os oito filhos do casal.
Dona Maria I, então com 73 anos, acabaria sendo autora da frase mais irônica dita naquele momento tão dramático. Ao reclamar da velocidade da carruagem que a transportava, teria dito ao cocheiro: “Não vá tão depressa, pensarão que estamos fugindo!” Ao chegar ao cais, não quis descer da carruagem, o que obrigou o comandante da frota a carregá-la e embarcá-la na nau capitânia. Também embarcaram a cunhada de dom João, Maria Benedita, de 61 anos, e sua tia Maria Anna, de 71.
E o príncipe regente? Bem... Consta que, preocupado com a reação do povo, fez o percurso incógnito, numa carruagem sem distinção, conduzido por um cocheiro de roupas comuns e acompanhado apenas de seu infante espanhol, Pedro Carlos. Havia um grande temor de que a população, ao descobrir o que estava acontecendo, tentasse impedir a fuga. Rumores circulavam por toda a cidade. Mas a verdade é que, momentos antes do embarque, a ficha ainda não tinha caído. Os portugueses que assistiam àquele corre-corre não acreditavam – ou não queriam acreditar – que estavam sendo deixados à própria sorte. Portugal teria de resistir aos franceses contando apenas com o apoio dos aliados britânicos. Enquanto isso, seus soberanos estariam sãos e salvos, a um oceano de distância."
Patrick Wilcken em "Império à deriva".